Enquanto muitos protestos não violentos e alguns distúrbios destrutivos ocorreram, na semana passada, em reação à morte de George Floyd, as igrejas responderam de várias maneiras — marchando pacificamente, realizando vigílias de oração e abordando o tema da injustiça racial em seus púlpitos. David Bailey, diretor do ministério de reconciliação Arrabon e fundador da Urban Doxology, e David Taylor, professor associado de teologia no Fuller Theological Seminary, acreditam que há outra maneira de as igrejas responderem: com adoração. Mas não com qualquer tipo de canto congregacional. Bailey e Taylor dialogam sobre sua paixão pelo escape bíblico da raiva mediante o canto dos salmos.

David Taylor (DT): Como você se sente sobre o que aconteceu nas últimas duas semanas?

David Bailey (DB): O ex-pastor e ativista indígena Mark Charles diz que “a temperatura das relações raciais nos Estados Unidos está sempre em ponto morto e, de vez em quando, há um evento que a eleva a um ponto de ebulição”. Como um homem negro que vive nos Estados Unidos, muitas decisões na minha vida são influenciadas pelo medo. Quando corro, eu o faço em uma academia, para não acabar como Ahmaud Arbery. Eu nunca me coloquei em uma posição em que poderia ser a palavra de uma mulher branca contra a minha, para que eu não acabasse em uma situação como Emmett Till ou Amy Cooper, no Central Park. Essa realidade geralmente é um assunto privado, mas quando a disparidade racial é ...

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