Depois de viajar pelos Estados Unidos, no início da década de 1830, o aristocrata francês Alexis de Tocqueville concluiu que “a organização e o estabelecimento da democracia entre os cristãos é o grande problema político de nosso tempo”.

Quase dois séculos depois, o problema nos Estados Unidos evoluiu do estabelecimento para a preservação da democracia, mas o desafio subjacente para os cristãos americanos permanece o mesmo. Como cidadãos de uma república democrática, somos chamados a pensar de forma cristã sobre a democracia, a responder corretamente a ela e a viver fielmente dentro dela. Entre outras coisas, significa descobrir o que fazer com a onda populista que está transformando a política americana de esquerda e de direita.

Antes de fazermos isso, no entanto, devemos primeiro definir o que queremos dizer com “populismo”, algo que acaba sendo mais complicado do que você pensa. À primeira vista, o termo parece tão maleável que chega a ser inútil. O populismo pode aparecer tanto entre democratas quanto republicanos, tanto entre socialistas quanto capitalistas. Desde 2016, os dois populistas mais conhecidos nos Estados Unidos são Donald Trump e Bernie Sanders. Pense nisso por um momento. Que tipo de fenômeno pode ser uma ponte para superar essa grande divisão?

Urgência fanática

A resposta começa a tomar forma quando mudamos nossa atenção da política para a estratégia . O que unifica o populismo é sua abordagem retórica consistente — sua maneira distinta de abordar as questões políticas, apelando para os eleitores e justificando o exercício do poder uma vez no cargo. Pesquisas no campo da psicologia sugerem que os argumentos políticos baseados em fatos desempenham um papel minúsculo em influenciar a maneira que votamos. Os argumentos políticos mais persuasivos são aqueles apresentados como histórias. São narrativas que nos ajudam a situar nossas vidas, explicar quem somos, o que devemos temer e onde está nossa esperança. Para avaliar o populismo, precisamos nos concentrar na história que ele conta.

O enredo da narrativa populista é simples, imutável e melodramático: a vida consiste em uma luta perpétua entre “pessoas comuns” e as elites que as exploram. Os primeiros são nobres, virtuosos e justos; os últimos são corruptos, arrogantes e egoístas. A chave para erradicar os males e as injustiças sociais está em ajudar “o povo” a reconhecer seus verdadeiros inimigos e a se mobilizar para derrotá-los.

Dentro desse modelo básico, é possível conectar uma ampla gama de detalhes específicos, como um jogo de Mad Libs populista. Os populistas de esquerda costumam se voltar contra os gananciosos financistas de Wall Street, os “bilionários aproveitadores” ou uma amorfa “América corporativa” como os vilões do melodrama. Os populistas de direita visam os intelectuais marxistas, os liberais de Hollywood ou os influenciadores da grande mídia.

Os populistas de esquerda e de direita condenam as “Big Techs” (as gigantes tecnológicas), bem como os detentores de cargos e burocratas do “establishment político” que se encontram fora do nosso alcance. De modo significativo, ambos também tendem a defender heróis carismáticos, líderes fortes e “francos” que prometem acabar com a forma costumeira de se fazer as coisas.

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Aspectos dessa narrativa repercutem apelos típicos que os políticos norte-americanos vêm fazendo há séculos. Nesse tipo de democracia que os americanos conhecem desde o início do século 19, os candidatos a voto prestam homenagem rotineira à sabedoria popular e atribuem autoridade moral às suas preferências. Eles se identificam como pessoas que não pertencem ao “sistema” e denunciam a corrupção política. Reivindicam o manto de defendores do povo, definem as eleições como “nós contra eles” e alertam que o povo comum ficará em situação pior se o outro lado vencer. O populismo reverbera cada um desses refrões.

O que a retórica populista acrescenta à mistura é medo, indignação e uma urgência fanática. Essas características não são incidentais; são indispensáveis. O populismo — seja de esquerda ou de direita — murcha sem elas. Onde não surgirem naturalmente, devem ser ativamente promovidas, pois esse senso compartilhado de queixa e aflição é o que dá ao populismo seu fervor emocional característico.

Em sua forma mais idealista, a retórica democrática retrata os americanos como um povo unido por um compromisso consensual com os princípios enunciados na Declaração da Independência. Sob essa luz, nossas batalhas políticas do tipo nós-contra-eles podem ser confusas e polêmicas, mas são parte de uma luta de princípios sobre a melhor forma de viver um credo comum. O populismo contra-ataca dizendo que nossos oponentes políticos não são apenas rivais; eles são inimigos. Longe de compartilhar nossos princípios, eles odeiam o que amamos e desprezam o que valorizamos.

Essa suposição, por sua vez, transforma toda eleição nacional em um confronto semelhante ao do Armagedom, ou como a emergência do “Voo 93” (tomando emprestada a concepção do ensaio viral de 2016, de Michael Anton) em que devemos invadir a cabine ou morrer tentando. Para essa mentalidade, a derrota significa o fim do país como o conhecemos e a perda irreversível da liberdade.

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Tendências perturbadoras

O que devemos pensar da narrativa populista? Na medida em que os americanos a adotarem, como isso pode afetar a democracia dos EUA? Na medida em que os cristãos americanos a adotarem, como isso pode afetar a pureza da mensagem do evangelho e o testemunho da igreja?

Abordaremos cada questão por vez, mas primeiro faremos algumas advertências: há certas vantagens na retórica populista, pelo menos no que diz respeito às suas consequências políticas, e posso imaginar facilmente por que muitos americanos — em ambos os lados da divisão partidária — podem achar a retórica populista inspiradora. Além disso, não contesto os motivos nem questiono a sinceridade dos eleitores comuns atraídos pela mensagem populista. Meu objetivo não é repreender, mas sim exortar. Precisamos pensar com mais profundidade.

Vamos começar com a democracia dos Estados Unidos. A Bíblia nos ensina a amar nosso próximo e a buscar a paz e a prosperidade de nossas comunidades. O que a narrativa populista ensina aos americanos sobre como pensar e agir politicamente?

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Do lado positivo, a retórica populista pode muitas vezes identificar males sociais genuínos e destacar obstáculos críticos ao florescimento de uma nação. Pode motivar mais cidadãos a prestarem atenção à esfera pública, a se instruírem sobre certas questões e a responsabilizarem seus representantes eleitos. Esses são traços essenciais para uma democracia saudável e, sem eles, o autogoverno torna-se mera figura de linguagem. No entanto, a qualidade do ativismo de base é tão importante quanto seu impacto, e há duas tendências na retórica populista que deveriam nos alarmar em particular.

A primeira é a sua inclinação para demonizar e desumanizar os oponentes. Do modo que a história normalmente é contada, as elites políticas que se opõem à agenda populista são más — são fanáticos racistas ou radicais socialistas igualmente determinados a destruir nossas liberdades. Os eleitores comuns que concordam com eles não são necessariamente do mal, mas também não são cidadãos da “verdadeira América”.

Visto que o populismo exalta a sabedoria e a virtude das pessoas comuns, a lógica populista determina que aqueles que se opõem ao movimento não podem realmente fazer parte do povo. Quando os líderes populistas invocam “o povo”, portanto, quem eles realmente têm em mente são as pessoas que concordam com eles. Todos os outros são inimigos. Isso divide o universo político em dois grupos — nada de novo nesse aspecto —, mas continua a insistir que apenas um desses grupos merece ter voz. Levada a esse extremo, a mensagem do populismo torna-se fundamentalmente incompatível com uma sociedade aberta e pluralista.

A segunda tendência perturbadora do populismo é a de catastrofizar as consequências da derrota nas urnas. Isso não apenas aumenta nossa animosidade em relação ao outro lado. O maior perigo é que isso vá, gradativamente, corroendo nosso compromisso com o Estado de Direito e aumentando nossa tolerância por soluções autoritárias para essa “ameaça existencial” que enfrentamos. Se tudo o que prezamos estiver realmente em jogo, o argumento para dispensar os procedimentos constitucionais não pode deixar de ganhar força.

Por vários anos, as pesquisas de opinião descobriram que um quarto a um terço dos americanos estão abertos a aceitar um sistema político que possua “um líder forte que não precisa se preocupar com o Congresso ou as eleições”. Neste verão, uma pesquisa do Public Religion Research Institute descobriu que 15% dos entrevistados (entre eles, 28% de republicanos) concordaram com a afirmação de que “americanos verdadeiramente patriotas podem ter que recorrer à violência para salvar nosso país”. O que é isso, senão uma decorrência lógica da mensagem populista?

Em suma, na medida em que internalizamos a narrativa populista, é provável que tenhamos menos paciência com soluções complexas, menos motivação para se envolver de forma construtiva com outras perspectivas, menos abertura para acordos com o outro lado, menos espaço para pluralismo genuíno e menos disposição para nos submetermos pacificamente à derrota eleitoral. Nesse processo, ficaremos mais propensos à intolerância e aceitaremos mais o autoritarismo.

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Na medida em que formos moldados pela promessa populista, a ameaça de longo prazo à democracia é terrível. Mas seu impacto de longo prazo sobre a igreja e seu testemunho pode ser até pior.

Aumento do medo e perda da esperança

De maneira flagrante, embora inconsciente, a narrativa populista enfraquece dois pilares da ortodoxia cristã histórica. O primeiro é a doutrina do pecado original, o entendimento de que todos nós entramos no mundo como rebeldes naturais contra nosso governante legítimo. O segundo pilar é o conceito da imago Dei, a doutrina de que cada um de nós carrega a imagem de Deus, um status que confere igual dignidade a todos nós.

Essas verdades oferecem um lembrete vívido, nas palavras do dissidente russo Aleksandr Solzhenitsyn, de que “a linha que separa o bem do mal” nunca se situa de forma nítida entre partidos ou movimentos políticos. Em vez disso, ela “atravessa cada coração humano”.

A retórica populista, em contraste, implica que os perigos que nos assaltam estão totalmente fora de nós. O mal é real, mas reside apenas em nossos inimigos. Na prática, a narrativa populista do nós-contra-eles nega o pecado original em nós e a imagem de Deus neles. No processo, ensina que nossos problemas mais urgentes podem ser resolvidos deixando nosso coração inalterado.

O primeiro presidente populista de nossa nação, Andrew Jackson, estabeleceu o molde para tal retórica há dois séculos. Jackson, o velho Hickory, garantia a seus seguidores que eles eram “não corrompidos e incorruptíveis” e “renomados pelo alto tom de seu caráter moral”. Contudo, seus compatriotas que se opunham à agenda dele eram “vis”, “perversos”, “covardes”, “sórdidos” e “desprezíveis”. Jackson advertia ainda o povo de que sua liberdade corria perigo, acusava grande parte das autoridades de Washington de aceitar subornos e deixava implícito que sem ele a causa do povo era inútil.

Mais recentemente, ouvimos o segundo presidente populista de nossa nação, Donald Trump, repetir os mesmos temas. Trump elogiava seus seguidores como “pessoas boas e virtuosas” e denunciava seus oponentes políticos como (entre outras coisas) “covardes”, “escória humana” e “pessoas más” que “odeiam nosso país”. Lamentando o fato de que “traidores” em Washington estavam empenhados em destruir a América, Trump ridicularizava a corrupção e a incompetência do governo federal e fazia eco a Jackson ao proclamar: “Só eu posso consertar isso.”

Deixando de lado os abusos verbais, a mensagem subjacente de ambos os presidentes permanecerá essencialmente populista: um povo de grandeza inata está sendo traído por inimigos malignos em nosso meio. As instituições do governo não são mais confiáveis. A única solução é enfileirar-se atrás do defensor do povo, um homem forte que promete ser seu libertador.

Nós nos levantaríamos com raiva justificável para condenar um político que fizesse questão de insistir, em cada discurso, em afirmações de que “Deus está morto”, ou de que “o cristianismo é um mito”, ou ainda de que “a fé religiosa é uma muleta para os fracos e os de mente fraca”. Então, por que aplaudiríamos, quando uma figura pública proclama que nóssomos bons, eles são maus e que nossa única esperança está nele? Essas afirmações não são tão corrosivas para a verdade cristã quanto aquelas primeiras? Elas não são tão contrárias ao evangelho quanto aquelas?

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Devemos também desconfiar da narrativa populista do tipo “faça ou morra” que anuncia uma catástrofe iminente: ela é feita sob medida para reverberar — e explorar politicamente — o medo que assola tantos evangélicos brancos nos dias de hoje. O historiador John Fea escreveu de forma convincente sobre o que acontece com nosso testemunho público, quando o medo do homem ofusca a esperança em Deus. Para os cristãos conservadores que, compreensivelmente, lamentam a rápida secularização da cultura americana, a mensagem populista muitas vezes leva a um aumento do medo e a uma perda da esperança.

Devemos ligar o alarme sempre que um político promete ajudar os cristãos a “reconquistarem nosso país”. Embutida em tais promessas está uma proposta de troca de poder cultural por apoio político. O preço dessas transações é alto. Os candidatos democratas em grande parte desistiram de apelar para o apoio dos evangélicos brancos em qualquer base, mas os políticos republicanos frequentemente fazem essas ofertas tentadoras.

Não é de surpreender que Trump esteja entre os mais explícitos na definição dos termos da transação. Em uma entrevista para a Christian Broadcasting Network, no início da campanha de 2016, Trump introduziu um tema ao qual ele voltaria reiteradamente: “Os cristãos em nosso país não são tratados de forma adequada”, lamentava ele. “Eu quero devolver o poder à igreja porque a igreja tem que ter mais poder”. Como ele disse a uma audiência evangélica, antes dos caucuses de Iowa, a presidência de Trump significaria que “O cristianismo terá poder [...]. Vocês terão bastante poder. Não precisarão de mais ninguém”.

Vocês terão bastante poder. Não precisarão de mais ninguém. Dizer essas palavras e acreditar nelas é o cúmulo da arrogância. Ouvir essas palavras e acreditar nelas é o epítome da idolatria.

Image: Illustration by Rick Szuecs / Source Images: Unsplash: Michael Schofield / Colin Lloyd / Library of Congress / David Todd Mccarty / Alejandro Barba / Flickr: Nato / Wikimedia Commons: Gage Skidmore / David Shankbone / Tyler Merbler

Cavalos de Tróia retóricos

Se isso soa como lamúria, de fato é. Não estou nem remotamente sugerindo que o populismo seja intrinsecamente um inimigo da democracia. Nem por um momento sequer acho que os eleitores atraídos por candidatos populistas buscam de forma intencional a queda da democracia.

Mas, como historiador dos Estados Unidos, estou convencido de duas verdades: a democracia é frágil e muitos dos desdobramentos mais importantes em nosso passado foram não intencionais, e não premeditados. Existem tendências na mensagem populista que, embora sedutoras, têm o potencial de enfraquecer a democracia americana ao erodir sutilmente o compromisso dos americanos com ela. É perfeitamente possível minar a democracia, enquanto acreditamos que estamos trabalhando para preservá-la.

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Nem estou argumentando que a retórica populista esteja sempre em conflito com a verdade cristã, e muito menos que os cristãos que endossam a retórica populista sejam invariavelmente culpados de pecado. Mas sei que zelo sem entendimento não é virtude (Rm 10.2). Existem tendências na retórica populista às quais devemos resistir. Muitas vezes a narrativa populista nos engana sobre quem somos e sobre onde reside nossa esperança, o que é outra maneira de dizer que a retórica populista tende a declarar um falso evangelho e a proclamar um falso deus. O mundo caído está ouvindo. O perigo é que a igreja também está ouvindo.

Então, o que devemos fazer? Como devemos responder a isso? É improvável que o populismo vá embora tão cedo. É muito atraente para isso. Enquanto os eleitores o recompensarem, cada vez mais candidatos a cargos eletivos estarão dispostos a proclamar a mensagem populista que nossos “ouvidos coçam” e ficam felizes por ouvir: Nós somos virtuosos, eles são maus, e todos os males sociais podem ser remediados, ao mesmo tempo em que deixamos nosso coração intocável. Mas, ainda que a mensagem populista persista, podemos decidir não apoiá-la incondicionalmente e podemos resistir ativamente e não permitir que ela molde nosso coração nem redefina nossa fé.

Isso exigirá de nós pelo menos duas coisas. Primeira, devemos revitalizar nossa apreciação das verdades cristãs fundamentais que o populismo contradiz. Precisamos sentir de novo o peso do pecado original e nos lembrar diariamente que, assim como ele marca cada um de nós individualmente, o pecado também deixa sua marca em cada instituição política que reverenciamos, em cada partido político que defendemos, em cada titular para quem torcemos, em cada candidato em que nós votamos.

Da mesma forma, devemos nos maravilhar novamente com o milagre da imago Dei, lembrando sempre com C. S. Lewis que “meros mortais” são algo não existe, que até mesmo nossos mais amargos oponentes políticos são com grande temor e maravilhosamente feitos à imagem de um Deus que os ama e por eles entregou seu próprio Filho.

A segunda exigência, já implícita, é que devemos começar a levar a retórica política mais a sério. Nos últimos anos, o engajamento político dos evangélicos foi definido por um pragmatismo mundano que enfatiza os fins acima dos meios. “Ações falam mais alto do que palavras”, dizemos, e se os candidatos concordam conosco em questões importantes, não é isso que conta? Como um proeminente colunista conservador aconselhou, na véspera da eleição de 2020, basta avaliar os candidatos “com o som desligado”.

Claro, os cristãos devem franzir a testa quando nossos políticos favoritos se envolvem em “conversas de bastidor” ou usam o nome do Senhor em vão; no entanto, além de tais transgressões, por que deveríamos nos preocupar com a forma que eles apresentam as questões, contanto que estejam do nosso lado e nos pareça ser provável que eles nos trarão resultados?

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Este é um trágico equívoco em relação ao poder da palavra, e precisamos renunciar a ele. Não estou sugerindo principalmente que aumentemos nossa sensibilidade à vulgaridade e a palavrões na esfera pública, embora isso possa ser uma coisa boa. O que estou recomendando é um escrutínio biblicamente informado das histórias que nossos líderes nos contam, enquanto pedem nosso voto. Elas são cavalos de Tróia retóricos, abarrotados de suposições em seu interior que moldam o coração, e que ignoramos por nossa conta e risco. Mesmo quando os candidatos promovem políticas que apreciamos, eles podem estar estruturando seus argumentos com narrativas que estão em guerra contra o evangelho que proclamamos.

Robert Tracy McKenzie é professor de história e detém a cadeira Arthur F. Holmes de Fé e Aprendizagem no Wheaton College. Este artigo foi adaptado de seu livro We the fallen people: the founders and the future of American democracy .

Traduzido por Mariana Albuquerque

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