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Leia Mateus 3.1-12

Mateus, o escritor do Evangelho, preserva o cenário histórico do ministério de João Batista com um carimbo de data e hora simples: “Naqueles dias” (v. 1). Ler o capítulo anterior (assim como Lucas 3) é entender que aqueles eram os dias de governantes megalomaníacos, como Herodes, o Grande, que, em sua fúria sanguinária, matou os meninos de Belém. Depois que Herodes morreu e seu filho subiu ao trono, José temeu por sua família e mudou-se com todos para Nazaré, “para que se cumprisse o que os profetas haviam falado, a fim de que ele fosse chamado de nazareno” (2.23, ESV).

O Evangelho de Mateus insiste no cumprimento das promessas proféticas de Deus. “Deus disse — e foi cumprido”, Mateus enfatiza continuamente. Essa noção não deve ser tratada como autoevidente, é claro, não quando a realidade visível sugere que o mal está vencendo. Quando bebês são mortos pelas mãos de um rei mau, por exemplo, podemos realmente confiar que o céu está se abrindo, como João anuncia (3.2)?

João Batista remete à figura de Elias no Antigo Testamento, vestido com pelos de camelo, comendo gafanhotos e mel silvestre. Elias foi outro profeta que ministrou sob um regime maligno. O rei Acabe, assim como Herodes, matou por ambição. Após a vitória dramática de Elias sobre os profetas de Baal, sua rainha Jezabel pôs a prêmio a cabeça do profeta.

Arrependa-se, pois o reino dos céus está próximo. Esta é essencialmente a palavra pregada por todos os profetas de Deus e, pela graça de Deus, é uma palavra que alcança as trevas. É uma boa notícia: houve uma mudança de administração. Esta proclamação, pregada por João e Jesus, antecipa que outro rei subirá ao trono. Como o próprio profeta Isaías declarou muitas centenas de anos antes, o governo desse rei, ao contrário do governo do rei Acabe ou do rei Herodes, será de paz (Is 9.6,7).

Seguir o Rei Jesus não é simplesmente ser salvo por ele; é ser mudado por ele. De acordo com Paulo, o evangelho nos diz que Jesus “se entregou por nós a fim de nos redimir de toda a maldade e para purificar para si mesmo um povo particularmente seu, dedicado à prática de boas obras” (Tt 2.14).

Conhecemos a operação da graça maravilhosa, salvadora e purificadora quando o povo de Deus deixa o pecado e se entrega totalmente a Deus. Se o Advento é o raiar da luz, o arrependimento é o hábito diário de andar nela.

Jen Pollock Michel vive em Toronto, é escritora, apresentadora de podcast e palestrante. Ela é autora de quatro livros, entre eles A Habit Called Faith e Surprised by Paradox.

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